GOVERNANÇA ALGORÍTMICA E RESPONSABILIDADE CIVIL NA PROTEÇÃO DO PACIENTE EM ONCOLOGIA
Palavras-chave:
Físico médico; Radioterapia; Humanização hospitalar; Inteligência Artificial; Oncologia de precisão.Resumo
O presente estudo analisa a centralidade do físico médico na personalização, segurança e humanização do tratamento radioterápico em oncologia, especialmente diante da crescente incorporação de tecnologias baseadas em Inteligência Artificial. Parte-se da premissa de que a humanização hospitalar não se restringe ao acolhimento subjetivo do paciente, mas compreende a oferta de terapêuticas tecnicamente precisas, individualizadas e orientadas à redução de danos. O objetivo do artigo consiste em examinar o papel técnico, biomédico, ético e jurídico do físico médico na elaboração dos planejamentos dosimétricos, no controle de qualidade dos equipamentos e na supervisão crítica de sistemas automatizados aplicados à radioterapia. Metodologicamente, adota-se pesquisa bibliográfica e reflexiva, de natureza qualitativa e abordagem interdisciplinar, articulando fundamentos da física médica, bioética, oncologia de precisão, Inteligência Artificial e responsabilidade profissional. A análise evidencia que a atuação do físico médico ultrapassa a dimensão instrumental das ciências exatas, constituindo-se como barreira essencial contra toxicidades evitáveis, vieses algorítmicos, opacidade decisória e despersonalização do cuidado. Conclui-se que a excelência radioterápica depende da integração entre rigor científico, supervisão humana qualificada e compromisso bioético com a singularidade do paciente, reafirmando o físico médico como agente indispensável à segurança terapêutica e à humanização da assistência oncológica.
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