ASPECTOS DA HISTÓRIA E DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL

Autores

  • Kesley Mariano da Silva Faculdade Alfredo Nasser

Resumo

Compreender como uma língua se forma e os mecanismos que a torna diferente das demais, mostra o quão rico pode ser o ato comunicativo. Os símbolos, códigos, palavras, signos e seus multissignificados sofrem influências o tempo todo, seja pelo contato de uma pessoa com outra em um mesmo país ou fora dele (BAGNO, 2015; MATTOS E SILVA, 2004). A globalização acelerou esse processo e tornou algo que já é dinâmico em algo ainda mais acelerado. A língua tem sofrido alterações de forma bastante célere e acompanhar e conduzir esses processos para a sala de aula é um desafio constante (SCHERRE; NARO, 2007; FARACO, 2016). Por meio de uma pesquisa, nesse caso, qualitativa e bibliográfica, com base epistemológica à luz do varioacionismo, alguns estudiosos descrevem como a língua é capaz de modificar-se no tempo e formar pessoas críticas ou alienadas, dependendo do ponto de vista e das experiências que cada um possui. Um ensino de qualidade da área da língua portuguesa exige um empenho maior do que apenas sistêmico ou institucional, buscase um trabalho individualizado dos professores dessas áreas a fim de permitirem os alunos a lerem, pensarem, falarem e escreverem de forma mais crítica (FARACO, 2016).

Referências

ALVES, Rubem. O que é científico? Psychiatry On-line Brazil. Publicado em: 4 jan. 1999. Disponível em: http://www.polbr.med.br/arquivo/arquivo_99.htm. Acesso em: 10 abr. 2006.
ANTUNES, Irandé Costa. Muito além da gramática: Por um ensino sem pedras no caminho. Belo Horizonte: Ed. Parábola, 2007.
BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz? 56. ed. São Paulo: Parábola, 2015.
CUESTA, P. V.; LUZ, M. A. M. da. Períodos na Evolução da Língua Portuguesa. In. ________: Gramática da língua portuguesa. São Paulo/Lisboa: Martins Fontes/ Edições 70, 1980. p. 172-210.
Revista Acadêmica Educação e Cultura em Debate

V 6, N. 2, jan-dez. 2020

220
DEMO, Pedro. Atividades de aprendizagem: sair da mania do ensino para comprometer-se com a aprendizagem do estudante. Campo Grande, MS: Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso do Sul – SED/MS, 2018.
FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
ILARI, R. Linguística Românica. São Paulo: Contexto, 2018.
INEP/MEC. Saeb 2017 revela que apenas 1,6% dos estudantes brasileiros do Ensino Médio demonstraram níveis de aprendizagem considerados adequados em Língua Portuguesa. Publicado em: 30 ago. 2018. Disponível em: https://bit.ly/311tym7. Acesso em: 20 nov. 2019.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual Análise de Gêneros e Compreensão. São Paulo, SP: Parábola, 2008.
MATTOS E SILVA, R. V. O português arcaico – fonologia. São Paulo/ Bahia: Contexto/ Editora Universidade Federal da Bahia, 1991.
PERINI, Mário. A Gramática descritiva do Português. São Paulo: Àtica, 2006.
SANTOS, Veraluce L. dos. Ensino de Língua Portuguesa. Curitiba: IESDE BRASIL, S. A., 2009.
SCHERRE, M. M. P.; NARO, A. J. Origens do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2007.
TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

Downloads

Publicado

2020-06-29