A EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL DE JOÃO DE CAMARGO PENTEADO ATRAVÉS DO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO, ENTRE OS ANOS DE 1912 - 1919: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA NO BRASIL, SEUS PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS

Emerson Gustavo Emos

Resumo


RESUMO: Este trabalho teve como objetivo analisar a teoria e as práticas da educação libertária desenvolvidas na Escola Moderna nº 1, fundada em São Paulo, no bairro do Belenzinho, através do Comitê Pró-Escola Moderna, órgão vinculado ao sindicalismo revolucionário ao qual fazia parte o educador e militante anarquista João de Camargo Penteado. Sendo este, indicado para dirigir esta instituição entre os anos de 1912 até o seu fechamento em novembro de 1919. Ademais, traçar a trajetória social de João Penteado, fazendo uma interface de suas atividades pedagógicas com as experiências educacionais anarquistas de maior relevância na Europa no final do século XIX e início do XX, como as de Paul Robin no Orfanato Prévost, de Francisco Ferrer Y Guardia com a fundação da Escola Moderna de Barcelona, e com Sebastien Faure, fundador de La Ruche na França, experiência educacional também conhecida no Brasil como A Colméia. Além disso, demonstrar a importância do processo de imigração dos europeus estimulada pelo governo brasileiro após a abolição da escravidão em 1888, na consolidação das primeiras organizações sindicais, vinculadas com as demandas dos trabalhadores dos setores industriais e comerciais nos grandes centros urbanos nas regiões sul e sudeste do Brasil, na Primeira República. Assim como, salientar os princípios anarquistas aplicados neste primeiro momento de organização sindical, que negando a via da legalidade partidária como forma de luta de classe, optou pela autogestão social, pela educação racionalista de Ferrer, e por uma cultural anárquica como forma de projeto revolucionário e, portanto, contra-cultural. PALAVRAS-CHAVE: Escola. Primeira República. João de Camargo Penteado.

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