UM MURO POROSO ENTRE PSICANÁLISE E LITERATURA: o inconsciente narrado por Clarice Lispector em Perto do Coração Selvagem

Autores

  • Andressa Karollyne Souza Silva Centro Universitário Alfredo Nasser, UNIFAN, Aparecida de Goiânia, GO, Brasil
  • Bruno Fiuza Franco Centro Universitário Alfredo Nasser, UNIFAN, Aparecida de Goiânia, GO, Brasil

Resumo

RESUMO: Este trabalho investiga as relações entre psicanálise e literatura a partir da análise do romance Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector (1943). A pesquisa parte da seguinte questão: de que maneira manifestações do inconsciente podem ser identificadas nessa narrativa clariceana? O objetivo consiste em compreender como a obra literária pode expressar elementos do inconsciente por meio da construção da interioridade da personagem Joana. Para isso, estabelece-se um diálogo teórico com a psicanálise, especialmente com conceitos desenvolvidos por Sigmund Freud acerca de fantasia, devaneio e criação literária. A metodologia adotada possui caráter qualitativo e bibliográfico, fundamentando-se na análise interpretativa de trechos da obra em articulação com o referencial psicanalítico. Ao expor pensamentos, fantasias e conflitos internos da personagem, a obra literária 
apresenta formas narrativas que aproximam manifestações do inconsciente da construção da subjetividade. Conclui-se, portanto, que a narrativa de Clarice Lispector evidencia a literatura como espaço privilegiado de investigação da vida psíquica, estabelecendo diálogo significativo com a psicanálise.

Palavras-chave: psicanálise; literatura; inconsciente; subjetividade; Clarice 
Lispector. 

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Publicado

2026-07-29

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Artigos