CONTABILIDADE ÉTICA OU CORRUPÇÃO: A METACONTABILIDADE EM DISCUSSÃO

Fernando de Jesus

Resumo


RESUMO: Este artigo possui como objetivo discutir sobre o papel da ciência contábil em um momento grave no Brasil relacionado com a corrupção. A metacontabilidade pode ser instrumento útil no entendimento do processo contábil de cometimento de crime de corrução, em razão da racionalidade no cometimento deste tipo criminal. A mudança do objetivo primordial da contabilidade, que passou de somente registrar operações tendo em vista a revolução da tecnologia de informação, passando a ser fonte de informações confiáveis trouxe a necessidade do contabilista, pensar com seriedade para a sua responsabilidade ética para com a sociedade. O crescente volume de denúncias de corrupção e conseqüente investigação de casos escandalosos (Operação Lava Jato) estão trazendo, à superfície, a importância que a contabilidade possui como instrumento de prevenção e apuração de casos de corrupção. A coleta de dados foi qualitativa (livros, artigos, sites) e o  método utilizado foi o dedutivo e fenomenológico. Conclui-se assim, que a metacontabilidade pode ser útil na prevenção e investigação de casos de corrupção, em razão de que busca revelar a intencionalidade dos autores deste tipo criminal.

 

UNITERMOS: Contabilidade e corrupção. Metacontabilidade. Custo de corrupção. Corrupção. Ética contábil.


Texto completo:

PDF

Referências


ADAMS, R.. Audit Risk. In Sherer M and Turley Paul, Current Issues in Auditing. 2ª ed.. London : Paul Chapman Publishing, 1991.

ALMEIDA, L. B.; PARISI, C.; PEREIRA, C. A .. Controladoria. In Armando Catelli (Coord.), Controladoria: uma abordagem da gestão econômica. São Paulo: Atlas, 1999.

ANTHONY, A .; BANKER, R.; KAPLAN, R.; YOUNG, S. Management Accounting. Second Edition. New Jersey: Prentice Hall, 1997.

ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 3ª edição. São Paulo: Atlas, 1998.

BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Pesquisa qualitativa: segundo a visão fenomenológica. São Paulo: Cortez, 2011.

CARVALHO, L. N. Harmonização Contábil e de Auditoria: uma visão das economias emergentes. Revista Brasileira de Contabilidade, V. 28, nº 118, p.8-11, julho/agosto, 1999.

CHESNAIS, F. Mundialização financeira e vulnerabilidade sistêmica. In François Chesnais (Cood). A mundialização financeira: gênese, custos e riscos. São Paulo: Xamã, 1998.

CÓDIGO DE ÉTICA DO CONTADOR. Disponível em : http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/res803.htm. Acessado em:16.02.2017.

FLORENTINO, A. Análise Contábil – Análise de Balanços. 4ª edição. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1982.

FREIXO, Manuel João. Metodologia científica: fundamentos, métodos e técnicas. 2ª edição. Instituto Piaget, 2010.

GARCIA, C. P.. Ética e Globalização. Revista Brasileira de Contabilidade, V. 28, nº 118, p.19-22, julho/agosto, 1999.

GASPAR, Malu. A organização. Revista Piauí_121, ano 11, outubro, 2016, p. 18-30.

GRANGER, G. A Ciência e as Ciências. Tradução de Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Editora da UNESP, 1994.

HUSSERL, E. A idéia da fenomenologia. Tradução de Artur Morão. Rio de Janeiro: Edições 70, 1990.

JESUS, Fernando. Perícia e investigação de fraude: uma análise psicológica e operacional na evidenciação de fraude. 3ª edição. Goiania: AB Editora, 2005.

______. Comportamento econômico, corrupção e inteligência: uma abordagem metacognitiva. Goiânia: AB Editora, 2008.

LIMA, S. Falta de provas gera revisão de intervenções após precatórios. Folha de São Paulo, 25 abr., 1999.

LOEB, S. Ethical Commitees and Consultants in Public Accounting, Accouting Horizons, December, pp.1-10, 1989.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Caso Lava Jato. Disponível em : http://lavajato.mpf.mp.br/entenda-o-caso. Acesso em 15.02.2017.

MOLINA, G. J.; PEREZ, M. O.. Teoría de la Auditoria Financeira. Madrid: McGraw-Hill, 1996.

MYRDAL, G. Corruption as a Hindrance to Modernization in South Asia. In Arnold J. Heidenheimer, Political Corruption: Readings in Comparative Analysis. New York: Holt, Rinehart & Winston, 1970.

NAKATA, T. Corruption in the Thai Bureaucracy: Who Gets What, How and Why in its public Expenditures, Thai Journal of Development Administration, 18, january, 1978.

NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

NYE, J. Corruption and Political Development: A Cost-Benefit Analysis. American Political Science Review, 51, junho, pp.417-429, 1967.

PETRY, André. A cabeça de Moro. Revista Veja (Retrospectiva), edição 2458, ano 48, n. 52, 30 de dezembro de 2015, p. 48-56.

ROTHENBURG, W. C. A pessoa jurídica criminosa. Curitiba: Juruá, 1997.

SÁ, Lopes de. Ética da Perfeição e Contabilidade. Revista Brasileira de Contabilidade, V. 28, nº 115, p.70-71, janeiro/fevereiro, 1999.

SCHROEDER, R.; CLARK, M. Accounting Theory. New York: John Wiley & Sons, 1995.

SILVA, D. S.. LRF vai dar transparência às contas das prefeituras. Boletim CFC, ano 03, junho, número 26, pp. 6-7, 2000.

WILLIAMS, P. Concept of and Independent Organisation to Tackle Corruption. International Conference of Corruption and Economic Crime. Washington (DC), october, 1983.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.