O CENÁRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DO BRASIL DIANTE DO QUADRO DAS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS

Ana Carolina Silvério de Morais Reis, Daniela Paes Landim Borges, Vanessa Guimarães de Freitas Cruvela d'Ávila, Mônica Santiago Barbosa, Yves Mauro Fernandes Ternes, Silvana Barbosa Santiago, Rodrigo da Silva Santos

Resumo


RESUMO: Doenças negligenciadas ocorrem por agentes infecciosos ou parasitas e são consideradas endêmicas em populações de países em desenvolvimento. O impacto das doenças negligenciadas afeta o mundo de forma incisiva, e o Brasil é um dos países que mais sofre com o descaso dessas enfermidades.  No Brasil, são mais listadas: a leishmaniose, malária, dengue, doença de Chagas, hanseníase, e tuberculose. Medidas de controle têm sido adotadas havendo, em alguns países, diminuição da incidência de algumas doenças enquanto outras permanecem com quadro inalterado. O combate não é muito efetivo por parte do governo, já que afetam populações de menor peso político. Sabe-se que desde 2010 a Organização Mundial de Saúde vem estudando estas doenças e traça estratégias de ação para o combate, buscando o controle de algumas e a erradicação de outras utilizando campanhas de vacinação, programas de saúde e conscientização da população, quimioprofilaxia, intensificação do combate precoce à doença, controle do vetor, melhoria das condições sanitárias e políticas de saúde em medicina veterinária para combater as zoonoses. Concluiu-se, portanto que, em áreas onde encontramos desigualdades sociais e pobreza, nos deparamos com as condições ideais para incidência de doenças negligenciadas, devido a precárias condições sanitárias água potável inapropriada e pouco acesso a investimentos em estruturas para tratamento e diagnóstico precoce das doenças em estudo.

 

Palavras-chave: Doenças negligenciadas, impacto, desigualdade, controle, políticas públicas, saúde. 


Texto completo:

PDF

Referências


ARAÚJO DE S. INESITA. Doenças negligenciadas, comunicação negligenciada. Apontamentos para uma pauta política e de pesquisa. RECIIS – R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Saúde. Rio de Janeiro, v.6, n.4 – Suplemento, Fev., 2013.

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Doenças negligenciadas: estratégias do Ministério da Saúde. Revista Saúde Pública, São Paulo, v.44, n.1. 2010.

CALDAS AJ, SILVA DR, PEREIRA CC, NUNES PM, SILVA BP, SILVA AA, BARRAL A, COSTA JM. Leishmania (Leishmania) chagasi infection in children from an endemic area of visceral leishmaniasis in the São Luís Island-MA, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop, 34 (5): 445-451. 2001.

CAMARGO EP. Doenças tropicais. Estud Av, 22 (64), 2008.

CARDOSO MA, FERREIRA MU, CAMARGO LM, SZARFARC SC. Anemia em população de área endêmica de malária, Rondônia (Brasil). Rev Saude Publica , 26 (3):161-166. 1992.

Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Emergence of Mycobacterium tuberculosis. With extensive resistance to second-line drugs- worldwide, 2000-2004. Morb Mortal Wkly Rep. 55 (11): 301-5. 2006.

Departamento de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Ministério da Saúde. Neglected diseases: the strategies of the Brazilian Ministry of Health. Rev. Saúde Pública, vol.44 no.1 São Paulo fev. 2010.

GRISOTTI, M. Doenças infecciosas emergentes e a emergência das doenças: uma revisão conceitual e novas questoes. Ciência & Saúde Coletiva, 15 (Supl.1): 1095-1104, 2010.

LINDOSO JAL, LINDOSO AABP. Neglected tropical diseases in Brazil. Rev Inst Med Trop, 51(5): 247-53, 2009.

MOREL, MC. Inovação em saúde e doenças negligenciadas, Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22:1522-1523, ago, 2006.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE: http://www.who.int (dados em: Data and Statistics, WHOSIS, TDR, Tropical diseases e Neglected Tropical Diseases).

ROCHA MM, MIYAKE AM, ITAYA NM, CURSINO LML, POLAQUINI LEM. Vias de transmissão do Trypanosoma cruzi no Brasil. Fiep Bulletin online. 2010.

SANTOS A, FABIANA. et al. Pesquisa, desenvolvimento e inovação para o controle das doenças negligenciadas. Rev Ciênc Farm Básica Apl., 33 (1):37-47, 2012.

TROUILLER, P.; OLLIARO, P. Drug development output from 1975 to 1996: What proportion for tropical diseases? International Journal of Infectious Diseases, v. 3, n. 2, p. 61-63, 1999.

VASCONCELOS, RS, KOVALESKI, DF, TESSER JUNIOR, ZC. Doenças Negligenciadas: Revisão da Literatura sobre as Intervenções Propostas, Sau, & Transf. Soc., v.6, n.2, p.114-131, 2016.

ZAIDAN R. A química e as doenças negligenciadas: busca por remédios mais eficazes e seguros. Com Ciência. 2011


Apontamentos

  • Não há apontamentos.