CHECKLIST DE CIRURGIA SEGURA: UM CAMINHO À SEGURANÇA DO PACIENTE

Samantha Katerine Ribeiro Peixoto, Bruno Mainardes Pereira, Ludimila Cristina Souza Silva

Resumo


RESUMO: As infecções de sítio cirúrgico são importantes indicadores negativos de qualidade assistencial, tornando-se, também, um impedimento à segurança do paciente. Frente a isso, o Ministério da Saúde desenvolveu o protocolo “Cirurgias seguras salvam vidas” que preconiza a estimulação de bons métodos para a redução da morbimortalidade associada a práticas cirúrgicas inadequadas. O objetivo deste estudo é destacar a importância da implementação do protocolo de cirurgia segura para garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência. Trata-se de uma revisão integrativa. Os dados foram obtidos através da busca em bases de dados virtuais em saúde, como BIREME, LILACS, MEDLINE e SCIELO. Foram utilizados 17 artigos, o maior índice de publicações foi em 2013 com oito (47%) estudos, em 2007, com um (5,9%) estudo, o ano que teve o menor índice de publicação. O método descritivo foi utilizado em sete (41,1%) estudos, seguido do transversal com cinco (29,4%). O checklist de cirurgia segura é separado em três fases: antes da indução anestésica (identificação), antes da incisão cirúrgica (confirmação) e antes do paciente sair da sala cirúrgica (registro). O checklist proporciona maior segurança para a equipe, possibilita a padronização dos serviços e rotina, instiga a equipe a preocupar-se com a segurança do paciente e minimiza os atritos causados por situações inesperadas. É de grande relevância a aplicabilidade do checklist para cirurgia segura, porém, aliada a essa estratégia, deve-se despertar o interesse dos profissionais em implementar essas ações, com foco na segurança do paciente.
Palavras – chave: Cirurgia Segura. Checklist. Segurança do paciente.


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